XI MITsp
O tema “violência” foi
recorrente na entrevista coletiva de lançamento da 11ª MITsp, a violência de gênero
e a violência digital. A mostra abre com o espetáculo “História da Violência”, adaptação
do romance homônimo do autor francês Édouard Louis, que tem dois de seus livros
adaptados para o palco com direção de Thomas Ostermeier. O outro é “Quem matou
meu pai”, que terá em cena o próprio autor. Está prevista uma sessão de
conversa entre autor e encenador aberta ao público.
“História da violência” (2018)
Sinopse: “A obra
reconstrói a noite em que o jovem Édouard conhece Reda, um homem de origem
argelina, e o leva para seu apartamento em Paris. O encontro, inicialmente
marcado pela intimidade e pelo afeto, se transforma em uma experiência de
extrema violência”.
- 6/3, sexta, 19h30 [para convidados]
- 7 e 8/3, sábado, 21h, e domingo, 20h
- Teatro Liberdade | Rua São Joaquim,
129, Liberdade
“Quem matou meu pai” (2020)
Sinopse: “Partindo do corpo quebrado do pai, Édouard propõe uma reescrita contundente da história política e social recente da França. Em cena, ele constrói um manifesto polêmico e rebelde contra o esquecimento, a exclusão e a violência física.”
- 11, 12 e 13/3, quarta, quinta e
sexta, 20h
- Sesc Pinheiros - Teatro Paulo Autran | Rua Pais Leme, 195, Pinheiros
Sinopse: “Da história da
heroína francesa Joana d’Arc à peça A Gaivota, do dramaturgo russo
Anton Tchekhov, o espetáculo se desdobra em diversos planos, em um constante
vaivém entre arte e vida – no qual até mesmo os mortos retornam ao palco com a
ajuda de vozes gravadas”.
- 7, 8 e 9/3, sábado, 19h, domingo e
segunda, 18h
- Teatro do Sesi-SP - Centro Cultural
Fiesp | Av. Paulista, 1313, Bela Vista
Outra peça que aborda o
fazer teatral vem de um dramaturgo do Congo, embora uma produção francesa. Dele,
a MITsp já apresentou “O Alicerce das Vertigens”, na 6ª edição, em 2019.
“Do lado de cá”
(2021)
Sinopse: “Neste monólogo
íntimo com traços autoficcionais, o dramaturgo congolês Dieudonné Niangouna
questiona o teatro, o exílio e o seu lugar como artista entre dois mundos. Assombrado
por memórias e ausências, convive com os fantasmas do passado até o dia em que
um diretor oferece um papel para ele em um espetáculo”.
- 13, 14 e 15/3, sexta e sábado, 20h,
e domingo, 18h
- Sesc Vila Mariana – Teatro Antunes
Filho | Rua Pelotas, 141, Vila Mariana
Pela primeira vez, a
mostra apresenta uma produção do Canadá, dirigida por Philippe Cyr. Uma peça
sobre violência digital, com força visual muito grande, segundo Araujo. Há até
um alerta sobre a linguagem utilizada: “O espetáculo se baseia em linguagem
odiosa, incluindo misoginia, gordofobia, racismo, homofobia, incitação ao
suicídio, referências à morte e assédio”.
“Vigiada e punida” (2024)
Sinopse: “Sublimar o
ódio: foi com este objetivo que a cantora e compositora Safia Nolin e o diretor
Philippe Cyr criaram esta obra musical, que parte dos milhares de insultos
reais dirigidos à artista. Questionando que significado damos à liberdade de
expressão quando ela irrompe em violência”.
- 13, 14 e 15/3, sexta, 21h, e sábado
e domingo, 20h
- Teatro do Sesi-SP - Centro Cultural
Fiesp | Av. Paulista, 1313, Bela Vista
Aula-magMa: Uma
perspectiva sociológica sobre o teatro com Thomas Ostermeier
Thomas Ostermeier é
diretor-residente e membro da direção artística da Schaubühne desde 1999. A Schaubühne é
um dos teatros mais importantes de língua alemã e referência internacional na
criação contemporânea.
- 7 de março, sábado, das 14h às 15h30
- Sesc Pinheiros | Auditório
Dentre
os espetáculos brasileiros, destaco “Filoctetes em Lemnos”, solo de Vinicius
Torres Machado, que publicou Em Tempo: Introdução à Performatividade na
Grécia Antiga (Annablume 2024) em parceria com João Pedro Ribeiro. Um dos
dois espetáculos nacionais convidados da MITbr (Plataforma Brasil). Quem não viu
tem que ver. @filoctetes_emlemnos
Sinopse: “A partir do
mito grego, o artista apresenta a matéria do próprio corpo após a retirada de
parte do seu nervo ciático e musculatura posterior, em decorrência do
tratamento de um tumor. Sem alguns movimentos da perna direita e uma ferida
causada pela radioterapia, que há 20 anos se abre de tempos em tempos, ele se
aproxima de Filoctetes para tratar da fragilidade corporal atualizada na forma
humana”.
- 7 e 8 e 9/3, sábado, domingo e
segunda, 17h
- TUSP Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque



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